*Por Jorge Ivan Teles
Um dos grandes desafios das empresas é manterem-se competitivas no Mercado e, ao mesmo tempo, estarem em dia com todas as suas obrigações tributárias e sociais.
O mercado exige cada vez mais das empresas e de seus administradores uma postura ética nos negócios, que pratiquem os seus preços de forma justa e que alcancem níveis de excelência. O Estado, por sua vez, acrescenta exigências de ordem legal, referentes às obrigações sociais, ambientais e tributárias.
Essas exigências abrangem, em regra, o cumprimento de uma série de obrigações acessórias que informam as operações das empresas, além da apuração e pagamento dos tributos. Para atingir tais metas, o grande Gestor usa poder de polícia.
No Brasil, os tributos e obrigações são elevados e complexos, revelando-se de difícil entendimento. Dessas características advém a necessidade que têm as empresas de contarem com profissionais da área Contábil, gabaritados e comprometidos com o seu cliente. E isso não é fácil, pois uma assessoria desse gênero exige muito conhecimento, e, em função disso, os profissionais sentem dificuldades de manter-se atualizados, em meio ao volume de informações crescentes e às mudanças de regras, que acontecem quase diariamente.
A auditoria preenche um espaço nesse um espaço nesse vácuo de conhecimento, porque seus profissionais são, quase sempre, pessoas com conhecimento ampliado, que adquiriram vasta experiência e possuem um nível de qualidade superior com relação às informações.
A idéia ultrapassada de um auditor como uma pessoa que tinha por obrigação encontrar fraudes, erros e denunciar responsáveis, há muito foi substituída por uma visão de um profissional que agrega valor à empresa. É claro que o perfil referido foi útil por muito tempo e, nos dias atuais ainda é objetivo da auditoria prevenir fraudes e erros, mesmo não sendo isto o que a move em suas ações. É função que está inserida no plano de trabalho de auditoria, porém, não é o foco central.
Hoje, o trabalho de auditoria é centrado em emitir opinião, às vezes pública, sobre a realidade contábil, econômica e financeira das empresas em recomendar melhorias nos sistemas de controle interno das mesmas. A sociedade empresarial avalia esse tipo de trabalho, que é feito criteriosamente, e dá crédito às informações verificadas por auditores, validando a condição destes de profissionais de fé pública.
Tal condição deve-se aos fatores mencionados e ao fato incontestável de que esses profissionais são especialistas do mundo dos negócios. Conhecem a realidade de várias empresas, ao mesmo tempo, e detém informações sobre problemas e soluções, os quais também já conhecem. Muitas vezes, soluções encontradas para um empresa, se aplicam a outros contextos empresariais.. Nesse caso, é muito válido usar soluções já testadas com êxito. Afinal, é possível extrair o que há de melhor em uma situação de auditoria, aprimorar e aplicar em outras empresas.
Deve-se ressaltar, no entanto, que essa absorção e troca de experiências é cercada de total sigilo e cuidados, sem que haja quebra de compromisso e segredos empresariais. É, antes de tudo, a democratização do conhecimento melhorado, operando-se pelo método que se adapta ao conteúdo próprio de cada empresa. O auditor faz, através dos seus relatórios de controle interno, recomendações de solução já analisada anteriormente, o que evidencia a sua relevância profissional, pois realiza o trabalho semelhante a uma abelha, uma espécie de polinização.
Percebe-se que as empresas que mantêm auditoria permanente têm contato com o que há demais moderno, com fatos e casos reais. Possuem um canal de comunicação com a comunidade empresarial, que se concretiza na troca de conhecimentos. Possuem o reconhecimento do Mercado, no que diz respeito à organização e à melhoria dos processos e são referência nos seus setores de atuação.
*Jorge Ivan Teles é Bacharel em Ciências Contábeis e Direito, Pós-graduado em Auditoria, auditor registrado na CVM - Comissão de Valores Mobiliários.