Entrevistas

Quarta-feira, 10/09/2008

Novos horizontes para o setor contábil

Ex-presidente CRC-SP

Ex-presidente CRC-SP


Para falar sobre questões relevantes para os profissionais liberais e a sociedade em geral,o ex-presidente do CRC SP, Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo, Luiz Antonio Balaminut concedeu a seguinte entrevista para o Informativo Eletrônico da CNPL.  


Como o contabilista,  que também é um  profissional liberal, pode ampliar sua área de atuação, transmitindo informações gerenciais?


O contabilista não só pode como deve ampliar sua área de atuação. Além de fazer a Contabilidade, ele deve também trabalhar como consultor, principalmente aos pequenos e médios empresários, orientando não só nas questões tributárias, mas sim, oferecendo informações contábeis e ajudando aos empresários nas suas tomadas de decisões.


Quais as dificuldades do contabilista de se desvincular de áreas tradicionais, como tributos para atuar em setores mais estratégicos?


Acho que não existem dificuldades. É preciso ver o mercado de forma diferente, direcionando a visão e o foco dos nossos serviços para atender as necessidades e as expectativas dos nossos clientes, com qualidade e excelência.  No entanto, é necessário, também, adotar permanentemente a educação continuada, voltar aos bancos universitários para complementar os conhecimentos, fazendo cursos de extensão como pós-graduação, MBA, mestrado, doutorado, falar pelo menos o inglês e o espanhol, investir em outras áreas do conhecimento como artes, música, filosofia, política, visitar outras empresas, viajar, fazer intercâmbios culturais, participar de organizações sociais, ter disciplina e buscar a excelência em tudo que se propõe a fazer.


Na prática, como o profissional contábil pode atuar como um gestor, orientando investimentos e desenvolvendo  planejamentos a médio e longo prazo?


A formação contábil abre um leque muito grande de oportunidades ao profissional. Ele pode atuar em diferentes segmentos orientando os empresários e o governo. A chave mestra é transformar o fazer ou prestar informações, que aos poucos vai ser substituído pela informática, para oferecer conhecimento, sabedoria. Nossos serviços serão muito mais reconhecidos e valorizados quando oferecermos o conhecimento, fazendo com que os negócios de nossos clientes prosperem, cresçam, gerem valor e por final contribuam para uma sociedade melhor e mais justa.


Como está o processo de reformulação da Lei de Regência da Contabilidade?


Estamos construindo,com a participação dos contabilistas de todos os Estados, de forma democrática, com audiências públicas, um novo projeto de Lei que está no seu estágio final de elaboração. A partir do segundo semestre deste ano, virá a outra parte, que é o da aprovação do projeto de Lei.


Como o profissional contábil pode  contribuir com o desenvolvimento das empresas e da economia nacional?


De muitas formas. O nosso potencial estratégico e científico é muito grande. Somos uma categoria com 400 mil profissionais registrados e organizados. Estamos elaborando um projeto para fazer um planejamento estratégico para colocarmos nos próximos dez anos a nossa profissão num outro patamar de excelência.